Pior.
Decepcionado.
Seus olhos percorreram a porta destrancada…
os diários em minha mão…
as garotas ao meu lado.
Então ele suspirou baixinho.
“Eu disse para você nunca trazer ninguém aqui.”
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Instintivamente, dei um passo para trás.
“Daniel… o que é isso?”
Ele olhou para o retrato de Rebecca e sorriu levemente.
“Este”, disse ele baixinho, “é o único lugar onde ainda parece real.”
As garotas pareceram confusas agora.
Porque de repente perceberam que algo estava errado.
Grace puxou minha mão nervosamente.
Daniel percebeu imediatamente.
E uma sombra escura passou por seu rosto.
“Vocês abriram a porta”, disse ele às garotas.
O lábio de Emily tremeu.
“Só queríamos que ela conhecesse a mamãe.”
Daniel fechou os olhos por um instante, como se estivesse lutando contra algo dentro de si.
Então, olhou diretamente para mim.
“Você não deveria ter visto isso ainda.”
Ainda.
Essa palavra me aterrorizou.
Apertei as meninas com mais força.
“Como assim, ‘ainda’?”
Daniel se aproximou lentamente.
“Ela me deixou”, sussurrou.
Franzei a testa, confusa.
“O quê?”
Seus olhos se encheram de lágrimas que pareciam não ser totalmente normais.
“Rebecca não morreu naquele acidente de carro.”
O quarto pareceu inclinar para um lado.
“Ela nos abandonou.”
Encarei-o.
“Você não… você me disse…”
“Eu menti.”
As meninas pareciam assustadas agora.
Seus rostinhos empalideceram.
Daniel riu fracamente, quase para si mesmo.
“Ela queria liberdade. Disse que a maternidade a estava sufocando.” Ele cerrou os dentes com força. “Três meses depois, ela esvaziou a conta bancária e desapareceu com outro homem.”
Ele não conseguia falar.
“Então não”, continuou friamente, “minha esposa não morreu.”
Seus olhos se voltaram para o altar.
“Mas a versão dela que nos amava, sim.”
De repente, o porão pareceu incrivelmente pequeno.
Sem ar.
Então ele me olhou fixamente de novo.
E em voz baixa, pronunciou a frase que me gelou até os ossos:
“É por isso que eu escolhi você.”