No final da tarde do segundo dia, finalmente vimos sinais do quilombo. Primeiro, uma trilha bem marcada, claramente usada com frequência. Depois, o cheiro de fumaça de fogueira. Finalmente, vozes humanas ecoando entre as árvores.
“Quem está aí?”, perguntou uma voz masculina quando nos aproximamos. “Fugitivos”, respondi. “Estamos procurando refúgio.”
Três homens emergiram da floresta, armados com facões e lanças improvisadas. Observaram-nos atentamente. “De onde fugiram?”, perguntou o líder, um homem alto e forte de cerca de 40 anos.
“Ferma Boa Esperança din vale. Coronel Ferreira.”
Os homens trocaram olhares. “Conhecemos sua reputação. Com prazer.”
E assim, após dois dias de caminhada perigosa, chegamos ao Quilombo de Monte Libertad. Era um lugar mágico, escondido em uma grande caverna natural cercada por