A porta da sala de aula se abriu.
“Mãe!” gritou Theo, correndo para os braços de uma mulher.
Congelei.
Ivy.
Mais velha agora, mas inconfundível.
Ela me viu e seu sorriso desapareceu.
“Eu sei quem você é”, sussurrou. “A mãe do Owen.”
O clima ficou tenso. Outros pais nos encaravam.
Fomos até a sala da diretora.
“Preciso te perguntar uma coisa”, eu disse, com a voz firme, mas fraca. “O Theo… é meu neto?”
Ivy ergueu o olhar, os olhos brilhando com lágrimas.
“Sim.”
A palavra me atingiu como um raio.
“Ele tem o rosto do Owen”, sussurrei.
“Eu devia ter te contado”, disse Ivy. “Eu estava com medo. Eu tinha vinte anos. Eu também tinha acabado de perdê-lo.”
“Eu também o perdi, Ivy.”
Ele assentiu. “Eu não queria aumentar sua dor.”
“Eu precisava saber”, sussurrei.
“Ele é meu filho”, disse ele gentilmente. “Eu o criei. Não vou deixar que ele se interponha entre nós.”
“Eu não quero isso”, respondi. “Só quero conhecê-lo.”
O padrasto de Theo, Mark, juntou-se a nós. Calmo. Protetor.
“Isso não pode se tornar uma disputa de poder”, disse ele.
“Não vai”, prometi. “Só quero fazer parte da vida dele. Aos poucos.”
Eles concordaram em estabelecer limites. Um terapeuta. Sem surpresas.
No sábado seguinte, encontrei-me com eles no restaurante Mel’s.
Theo acenou quando me viu. “Senhorita Rose! Ele veio!”
Ele deu um passo para o lado, me dando espaço.