Eu estava grávida de oito meses quando meu marido milionário levantou a mão novamente. “Você não é nada sem mim!”, ele gritou enquanto os golpes continuavam.

A qualquer momento.

Margaret desceu as escadas, seus saltos clicando como uma contagem regressiva.

“Amanhã de manhã, Ava, meus advogados enviarão alguns documentos de herança para você assinar”, disse ela gentilmente. “São apenas as atualizações de praxe antes do nascimento do bebê. Você os assinará sem problemas. Depois do baile de gala, você irá tranquilamente para a casa de veraneio até o parto. O estresse da cidade não faz bem para o meu neto.”

A casa de veraneio.

A três horas de distância. Bosque. Segurança particular. Uma gaiola linda.

Observei seus lábios perfeitos, seus olhos frios e sua absoluta convicção de que era dona da minha vida.

Então endireitei as costas.

“Não”, sussurrei.

A palavra pairou no corredor.

Nathaniel piscou. “Como?”

“Eu disse não”, repeti, com mais firmeza. Não vou assinar esses documentos de tutela falsificados. Não vou para aquela casa de veraneio isolada. E amanhã não vou sorrir para as câmeras deles. Os olhos de Margaret se estreitaram.

“Nathaniel”, disse ela bruscamente, “cuide da sua esposa. Ela está tendo outra crise. Se ela não subir, arraste-a para o andar de cima.”

Nathaniel avançou bruscamente.

Agarrei meu estômago e fechei os olhos.

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