Eu estava grávida de oito meses quando meu marido milionário levantou a mão novamente. “Você não é nada sem mim!”, ele gritou enquanto os golpes continuavam.

Eu estava exatamente com oito meses e dois dias de gravidez quando meu marido milionário ergueu a mão para mim novamente.

O enorme lustre de cristal austríaco importado, pendurado bem acima de nós, tremia com a força de seus gritos, lançando flashes iridescentes de luz pelo saguão de mármore gélido. Afundei no chão polido, agarrando minha barriga inchada com força, com os braços trêmulos, erguendo-a como um escudo.

Fique comigo, implorei silenciosamente ao meu filho ainda não nascido. Por favor, aguente firme. Estamos quase lá.

Nathaniel Mercer pairava sobre mim, vestido com uma camisa branca sob medida, entreaberta pela intensidade de sua fúria. Sua aliança de ouro refletia as luzes da parede, brilhando como uma bela e cara mentira.

Para todos os outros, Nathaniel era um príncipe: bonito, generoso em eventos de caridade, intocável nas páginas das revistas de negócios de luxo. Mas por trás dos portões de ferro de nossa mansão de vinte cômodos, ele era um monstro que acreditava que o dinheiro podia apagar qualquer pecado.

“Você não é nada sem mim!” ele trovejou. “Você é um caso perdido, Ava! Eu te tirei do nada!”

Mantive o olhar fixo nas veias cinzentas do mármore e me esforcei para manter a calma. O medo só o alimentava.

Da escada curva atrás de mim, eu podia ouvir o tilintar suave do gelo contra o vidro.

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