Ele voltou com milhões de dólares graças à garota que o alimentou através de uma cerca.

“É sobre a garota de novo.”

O maxilar de Isaiah se contraiu.

“Cinco anos, três investigadores e metade de uma fortuna procurando um nome”, disse Richard.

“Talvez ela tenha seguido em frente.”

“Talvez ela não queira ser encontrada.”

Essa última frase não foi bem recebida.

Então Isaiah olhou para cima, e a expressão vazia em seu rosto incomodou até Richard.

“Não decida o que ela quer para si mesma”, disse ele.

Richard suspirou e deu um passo para trás, mas o estrago já estava feito.

Assim que a sala ficou vazia, Isaiah abriu a gaveta, olhou para a fita e percebeu:

Algo que profissionais caros conseguiram esconder por meio de relatórios, mineração de dados e buscas em registros públicos.

Ele estava procurando por ela para um cargo executivo.

Ele tinha que procurá-la como se ela fosse uma criança.

Naquela noite, em vez de ir a um jantar com potenciais parceiros, Isaiah dirigiu até a Escola Primária Lincoln.

O prédio permanecia fechado, uma das muitas propriedades subutilizadas presas entre fracassos políticos e propostas de revitalização.

Uma cerca temporária cercava o local.

A tinta descascava das molduras das janelas.

Ervas daninhas brotavam entre o asfalto rachado.

O lugar parecia menor do que ele se lembrava e mais triste do que esperava.

Ele ficou parado por um longo minuto junto ao antigo perímetro, ouvindo ruídos fantasmagóricos no vento: crianças gritando, o som do almoço, sapatos no chão.

Uma voz atrás dele disse: “Você está esperando alguém, filho?”

Isaiah se virou.

Um homem mais velho, vestindo uma jaqueta de zelador, carregava um controle remoto e uma sacola de papel com ferramentas.

Sua barba era branca, seus ombros ainda largos, seus olhos penetrantes, como os de homens que passaram anos mantendo prédios funcionando depois que todos os outros desistiram.

A etiqueta em sua jaqueta dizia Barnes.

Isaiah se apresentou e, sentindo-se repentinamente tolo, perguntou se ele já havia conhecido uma garota chamada Victoria Hayes que estudara na escola anos atrás. Senhor.

Barnes olhou para ele por um instante, depois para a cerca, e então de volta para Isaiah.

“A garota com as fitas vermelhas?”, perguntou.

Isaiah perdeu o fôlego.

“Você se lembra dela?”

Barnes deu uma risada rouca.

“É difícil não se lembrar de uma criança dividindo uma refeição com aquele garoto branco magrelo que todos fingiam não ver.” Ele trocou o saco de papel de mão.

“Você era ele.”

Isaiah apenas assentiu.

Barnes olhou para a moldura de vidro que Isaiah havia tirado sem perceber do bolso do casaco.

“Eu vi aquela fita adesiva no seu pulso uma vez.”

Ele não pensava nisso há anos. Inclinou a cabeça em direção ao canto.

“Victoria ainda alimenta as crianças, sabia?”

Leia o resto na próxima página.

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