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A casa parecia menor, mais barulhenta e mais bagunçada, mas também mais cheia de um jeito que eu não conseguia explicar.
Com o passar das semanas e dos meses, as crianças se tornaram muito próximas, como irmãos, e meu marido e eu as amávamos como se fossem nossas. Depois de alguns anos, a vida finalmente voltou a ser estável. Comecei a pensar que tínhamos superado o pior.
Mas um dia, enquanto eu estava sozinha em casa, alguém bateu na porta.
Na varanda estava uma mulher elegantemente vestida que eu nunca tinha visto antes.
Ela parecia alguns anos mais nova do que eu, talvez cinco. Seu cabelo estava preso e ela usava um casaco cinza de aparência cara. Mas o que mais me impressionou foram seus olhos. Estavam vermelhos e inchados, como se ela tivesse chorado recentemente.
Ela não se apresentou.
“Você é a Rac.”
“Amiga da Rachel”, disse ela. “A que adotou os quatro filhos dela?”
Assenti com a cabeça, embora o jeito como ela disse isso me desse arrepios.
Ela continuou. “Eu sei que não nos conhecemos, mas eu conhecia a Rachel, e preciso te contar a verdade. Estou te procurando há muito tempo.”
“Que verdade?”
Ela me entregou um envelope e disse: “Ela não era quem dizia ser. Você precisa ler esta carta dela.”
Fiquei parada na varanda, a porta entreaberta, uma das mãos ainda
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