“Emily, escuta. A polícia está a caminho. Eles chegam a qualquer minuto.”
Um soluço baixo ecoou pelo interfone.
“Ela está subindo…”
O coração de Claire disparou.
“Emily—”
A ligação caiu.
Quando Daniel e Maria chegaram à Rua Maplewood, a rua inteira parecia dolorosamente normal. Luzes de varanda brilhavam suavemente sobre os gramados bem cuidados. Uma cerca branca delimitava a frente da casa. Um balanço estava imóvel no quintal.
Parecia o tipo de lugar onde crianças deixavam suas bicicletas na grama e os vizinhos pediam açúcar emprestado.
Era isso que tornava tudo pior.
Maria tocou a campainha primeiro.
Cinco segundos.
Dez.
Então a porta se abriu.
Um homem alto, por volta dos quarenta anos, estava lá, vestido com jeans e uma camiseta cinza, com uma expressão calma o suficiente para parecer quase experiente.
“Boa noite, policiais.”
Daniel manteve os olhos fixos nele.
“Recebemos uma ligação para o 911 deste endereço.”
O rosto do homem mal se moveu.
“Então alguém se enganou.”
“Uma menininha ligou”, disse Daniel.
Foi então que Maria o viu.
Durou menos de um segundo. Um lampejo em seus olhos. Não era confusão.
Reconhecimento.
“Minha filha está dormindo”, disse o homem rapidamente. “Sou Thomas Miller.”
Então, da escada atrás dele, veio o som mais fraco que se possa imaginar.