Todos os anos, meu filho plantava girassóis para sua irmã gêmea. Certa manhã, encontramos todas as flores cortadas, exceto uma, da qual pendia uma pequena caixa branca.

Então, no que teria sido o sétimo aniversário de Lily, Patrick me pediu sementes de girassol.

“Eram as favoritas dela”, sussurrou ele. “Deveríamos continuar honrando sua memória.”

Então, plantamos as sementes juntos atrás da casa.

O primeiro canteiro ficou irregular e bagunçado, mas Patrick adorou. Depois disso, tornou-se nossa tradição. Toda primavera, revirávamos a terra juntos e plantávamos novas sementes. Todo verão, Patrick se sentava entre as altas flores amarelas e contava a Lily tudo o que ela havia perdido.

Quando entrou para o time de beisebol, contou primeiro aos girassóis.

No último sábado, completaram-se seis anos desde que ela faleceu. Patrick acordou antes do amanhecer e perguntou se poderíamos levar limonada para o jardim antes que ficasse muito quente.

No momento em que saímos, ele parou de se mexer.

Todos os girassóis haviam sido cortados.

Todos eles.

Com exceção de um caule alto que se ergue no centro do canteiro.

Uma pequena caixa branca pendia dele, presa por uma fita.

Patrick olhou para mim.

“Mãe…”

Minhas mãos tremiam enquanto eu desatava a fita. Meus joelhos quase cederam quando abri a caixa.

Parte 2:

Dentro havia uma fotografia de uma menininha em pé ao lado de um campo de girassóis, à beira da estrada. Ela usava um vestido amarelo sem mangas, que deixava sua clavícula à mostra sob a luz do sol.

Por um instante inimaginável, pensei que estava vendo Lily.

Patrick arrancou a foto da minha mão tão rápido que mal tive tempo de reagir. Ele a encarou, sem piscar.

“Mãe”, ele sussurrou. “É ela.”

Atrás da foto havia um bilhete dobrado.

Eu deveria ter diminuído o passo. Deveria ter olhado com mais atenção. Mas o luto faz coisas estranhas com a mente. Vi aquela menina, mais velha e mais alta, e por um momento vi a filha que eu havia enterrado no meu coração se tornar real novamente.

O bilhete dizia:

“Ela está viva. Traga US$ 40.000 se quiser saber a verdade.” Abaixo havia um número de telefone escrito.

“Ligue agora.”

Não impedi Patrick de ligar. Além disso, eu precisava ouvir alguém dizer o nome de Lily.

Ele colocou o telefone no viva-voz, com as mãos tremendo.

Um homem atendeu no segundo toque. Sua voz era baixa e calma, quase ensaiada. Ele disse que sabia o que tinha acontecido com Lily. Se quiséssemos saber a verdade, teríamos que levar US$ 40.000 em dinheiro vivo ao Motel Pine Crest na tarde seguinte.

Patrick mal conseguia falar.

“Ela está bem?”

O homem fez uma pausa, um silêncio longo o suficiente para ser doloroso.

Leia mais na próxima página.

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