Meti a mão na bolsa, com os dedos ainda molhados, e peguei meu celular.
O sorriso de Brendan se alargou. “Ligando para alguém vir te buscar, Cassidy?”
Não respondi.
A tela piscou, molhada, mas ainda acesa. Minhas mãos estavam frias, mas minha voz estava firme enquanto eu procurava o número de Arthur e apertava o botão de chamada. Então, coloquei o telefone no viva-voz no meio da mesa de jantar.
Capítulo 3: Protocolo Sete
Arthur atendeu no segundo toque.
“Cassidy?”, disse ele, com um tom imediatamente alerta. Arthur Vale, vice-presidente executivo do departamento jurídico, não tinha papas na língua. Ele sabia melhor do que ninguém o que meu nome significava dentro da Morrison Global, mesmo que minha família tivesse escolhido esquecê-lo.
Encarei Brendan enquanto a água continuava a pingar do meu cabelo. “Arthur”, eu disse, “ative o Protocolo Sete.”
A sala mudou.
O sorriso zombeteiro de Diane desapareceu. Jessica abaixou a taça. Brendan estreitou os olhos, procurando em meu rosto a observação espirituosa de que tanto precisava.
Arthur ficou em silêncio por um instante. Quando falou novamente, sua voz estava mais suave. “Cassidy, se eu fizer isso, os Morrisons podem perder tudo. Tem certeza?”
Brendan se afastou da mesa. “O que é o Protocolo Sete?”
Não tirei os olhos dele.
O Protocolo Sete não era blefe. Era a cláusula que eu redigi durante o divórcio, criada para proteger a empresa de abusos imprudentes da administração.
Capítulo 4: O Império Congela