Um Dia Que Prometia Ser Perfeito
Sempre imaginei que o dia do meu casamento terminaria com lágrimas de alegria. Mais do que tudo, eu queria que meu pai, Daniel, me levasse ao altar. Ele me criou sozinho depois que minha mãe nos abandonou quando eu era pequena. Ele trançava meu cabelo antes da escola, trabalhava à noite e ficava ao meu lado sempre que eu estava doente. Ele costumava me dizer: “Sua vida será melhor que a minha. Farei tudo ao meu alcance para que isso aconteça.”
Julian, meu noivo, mal tinha visto meu pai, exceto por algumas videochamadas, enquanto morávamos na Europa por três anos. Ao retornar antes da cerimônia, meu pai não pôde comparecer ao jantar de ensaio por causa de uma febre repentina. Mesmo assim, ele sorriu ao telefone e prometeu que estaria comigo no dia seguinte.
O Momento em que Tudo Parou
Do lado de fora da igreja, eu podia ouvir o farfalhar do meu vestido e sentir o perfume das rosas brancas. Quando a música começou, meu pai deu alguns passos e, de repente, parou. Seu olhar estava fixo em Julian, que sorria do altar. Sua mão apertou meu braço com força.
“Pai, o que foi?” sussurrei.
Seu rosto estava pálido e sua mão tremia, e ele murmurou: “Não pode ser… Como pode ser você? Eu tinha certeza de que você tinha desaparecido há trinta anos.”