“Antes de declará-los marido e mulher”, disse o padre, “alguém se opõe a este casamento?”
“Eu me oponho.”
Uma voz profunda, fria e ressonante interrompeu o murmúrio de risos que ecoava pela catedral. Não vinha dos convidados. Vinha do mendigo parado diante dele. De Lando.
Julian franziu a testa. Levantou-se abruptamente da cadeira. “Ei, você está morrendo de fome! O que está fazendo? Eu te paguei dez mil para seguir o roteiro! Vamos, vamos para o casamento!”
Mas Lando permaneceu impassível. Lentamente, ergueu as mãos. Diante de centenas de convidados e jornalistas, removeu a peruca suja e desgrenhada. Arrancou a barba falsa que lhe cobria o rosto. Tirou um lenço úmido do bolso e limpou a fuligem das bochechas e da testa.
Todos suspiraram horrorizados. Até eu recuei em choque.