PARTE 1
Eu achava que sabia por que meu futuro desmoronou uma semana antes do meu casamento. Levei 30 anos para descobrir quanta verdade eu desconhecia.
Eu tinha 32 anos quando conheci Robert, um viúvo gentil que criava dez filhos sozinho após a morte da esposa. Eu o conheci em um supermercado enquanto ele lutava com um carrinho de compras transbordando e uma menininha chamada Sophie estendeu a mão para mim. Eu sorri para ela, Robert se desculpou e, de alguma forma, aquele breve momento mudou minha vida.
Eu não me apaixonei apenas por Robert. Eu me apaixonei por todos os dez filhos. Amanda, Derrick, Sue, Jacob, David, os quadrigêmeos e a pequena Sophie gradualmente se tornaram minha família. Em poucos meses, eu os ajudava com a lição de casa, preparava o jantar, encontrava suas meias perdidas e beijava seus joelhos ralados.
Seis meses depois, Robert me pediu em casamento durante o jantar, com todos os dez filhos ouvindo do corredor. “Você quer casar com a gente?”, ele perguntou. Eu disse sim em meio às lágrimas. Minha mãe achou que eu estava cometendo um erro terrível, mas eu a ignorei. Eu já sentia como se aquelas crianças fossem minhas. Duas semanas antes do casamento, experimentei o vestido enquanto Amanda me ajudava a levantá-lo e Sophie batia palmas. Robert apareceu na porta e sussurrou: “Você está linda”. Quando eu disse que não deveria ver o vestido, ele respondeu: “Eu sei. Só queria me lembrar”.
PARTE 2
Uma semana antes do casamento, Robert desapareceu. Sua caminhonete não estava mais lá, seu telefone estava desligado e ninguém o tinha visto. Então, encontrei um bilhete na mesa da cozinha que dizia: “Desculpe. Não consigo mais fazer isso”. Sem explicação. Sem despedida.
Minha mãe me disse para ir embora e deixar o sistema cuidar das crianças. Familiares e amigos me disseram a mesma coisa. Disseram que eu era muito jovem para jogar minha vida fora. Mas quando vi aqueles dez rostos assustados ao redor da mesa da cozinha, soube que não podia abandoná-los.