O pai de Madison a encarou.
“Diga-me que isso não é verdade.”
Madison ergueu o queixo.
“Claire sempre se dá bem. Ela não precisa desta casa nem do Ethan.”
Quase admirei a crueldade da sua resposta.
Ethan agarrou meu braço.
“Faça-os ir embora.”
O delegado imediatamente o afastou.
“Não a toque.”
A confiança de Ethan desmoronou, mas sua mãe avançou, agitando a pasta com a escritura do imóvel.
“A transferência já está assinada. Esta cerimônia é legal e Ethan tem direito a esta casa.”
Naomi abriu a pasta, examinou a primeira página e sorriu.
“Este documento transfere uma propriedade pertencente à Bennett Holdings”, disse ela. “Mas esta casa nunca pertenceu à Bennett Holdings.”
Um silêncio pesado se abateu sobre todos.
Eu havia comprado a propriedade por meio de um fundo fiduciário familiar separado, estabelecido pela minha falecida avó. Ethan passou semanas forjando autoridade sobre a entidade jurídica errada.
“E o casamento?”, perguntei.
Naomi olhou para o celebrante, que tremia visivelmente.
“Não foi registrado, não tem as testemunhas necessárias e foi realizado enquanto o Sr. Hale ainda estava registrado como companheiro de Claire para cometer fraude contra a seguradora.”
Ruiz se virou para Ethan.
“Isso cria outro problema.”
Ethan procurou aliados com o olhar.
Cadeiras foram empurradas para trás. Seus investidores evitaram contato visual. Os funcionários do buffet começaram a recolher os talheres.
Madison caminhou em direção à saída.
Peguei meu telefone.
“Fique. O melhor ainda está por vir.”
Voltei para casa dois dias antes do planejado, com a intenção de surpreender meu noivo, apenas para encontrar meu jardim iluminado com luzes de casamento. Lá estava minha melhor amiga, vestida de branco, com as mãos unidas sob um arco feito das flores que eu havia escolhido. “O que é isso?”, sussurrei. Ele empalideceu, mas ela sorriu. “Você não deveria estar em casa ainda.” Engoli o choro, peguei meu telefone e disse: “Perfeito, então nenhum de vocês sabe o que eu fiz antes de entrar.”