Ao sair da casa dos meus sogros sem nada, meu sogro me pediu para levar um saco de lixo. Quando abri o portão, um nó se formou na minha garganta e minhas mãos começaram a tremer ao ver o que havia lá dentro…

 

A única que acabara de perder um capítulo inteiro da sua história… era eu.

Disse a mim mesma que não olharia para trás.

Que nunca mais olharia para aquela casa.

Que nunca mais pensaria naqueles cinco anos. Ou os jantares silenciosos.

Ou os olhares frios.

Ou as palavras ditas sem compaixão.

Mas depois de caminhar alguns metros…

Senti uma pontada no peito.

Uma sensação estranha.

Como se algo estivesse errado.

Parei.

Olhei para o saco de lixo que carregava.

Estava leve demais.

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