Caminhei até lá e peguei o saco.
Estava extremamente claro.
Tão claro que parecia quase vazio.
Inclinei a cabeça novamente em despedida.
Ele não disse mais nada.
Apenas acenou levemente com a cabeça.
Virei-me e continuei andando.
O portão de ferro bateu atrás de mim.
Aquele som pareceu um fim.
Caminhei pela pequena rua de paralelepípedos.
De ambos os lados, havia casas coloridas, tão típicas de bairros antigos… embora agora, em minha nova vida, tudo parecesse diferente, como se eu estivesse em algum canto tranquilo do México, onde as ruas também guardam histórias em cada pedra.
Um cachorro dormia à sombra de uma árvore.
Ao longe, eu podia ouvir música vinda de um bar na esquina.
A vida continuou.