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Porque eu não tinha.
Não no início da doença dele.
Não quando os médicos disseram que a leucemia era agressiva.
Não quando nos disseram que não tínhamos tempo a perder.
Só para dar um exemplo,
aproximei-me lentamente da cama e peguei na mão dele com cuidado, com medo de machucá-lo.
Seus dedos pareciam tão pequenos nos meus.
“Estou aqui agora”, eu disse suavemente. “Não vou a lugar nenhum.”
Ele assentiu levemente, como se isso bastasse.
Como se a minha mera presença resolvesse tudo.
Olhei para o meu marido.
Ele estava perto da porta, observando-nos, cansado demais até para ter esperança.
“Ainda não é tarde para começar o transplante, não é?”, perguntei.
Ele não respondeu por um instante.
Então esfregou o rosto e disse: “Ainda temos tempo. Mas precisamos agir rápido.”
Apertei a mão do menino. — Certo — eu disse. Minha voz estava mais firme do que eu imaginava.
— Então ligue para eles. Marque a data mais próxima.
Meu marido estava me encarando.
— Vou ligar — eu disse.
Os dedos do menino apertaram os meus.
Ali, ao lado da cama dele, cercada por desenhos e uma caixa de estrelinhas de papel, algo dentro de mim finalmente mudou.
A bondade não é uma questão de DNA.
Não se trata de quanto tempo alguém está na sua vida.
Trata-se de estar presente quando realmente importa.
E tinha que ser um menino de nove anos — dobrando estrelinhas de papel em meio à dor e à esperança — que me ensinou isso.