A música tocou perfeitamente.
Mas para mim…
O casamento já não importava.
O importante era que meu marido, no fim das contas, tinha um registro de quem estava com a família.
Quando o testamento acabar, a casa ficará silenciosa.
A primeira coisa a fazer é reagir.
Ele pegou as chaves da mesa, as agitou no ar e gritou:
“A casa em Guadalajara é minha!”
Ok, que perdedor, que vida inútil!
Senti como se tudo no meu coração estivesse despedaçado…
mas não por causa da casa.
Por causa do meu filho.
Ele estava lá, sentado, olhando para o chão.
Sem dizer nada.
Defesa do pecado.
Sem se lembrar de quem cuidou dele enquanto o pai trabalhava à noite.
Sem se lembrar de quem vendeu suas joias para pagar a faculdade dele.
Respire fundo.
Areia do pecado.
Eu não chorei.
Apenas me levantei devagar.
“Está tudo bem”, eu disse calmamente. “Se houver vontade, é bom.”
Minha noite alarmante de desespero. —Para o fim da audiência.
Caminhei em direção à porta.
Ali, refúgio.