O local do casamento estava decorado em branco e dourado, impecável — parecia saído de uma revista.
Mais de 200 convidados estavam sentados sob luzes brilhantes, aguardando o início da cerimônia. Tudo parecia elegante, caro… perfeito.
Saí da minha caminhonete, ajeitando o terno que mandei fazer especialmente para este dia. Na minha mão, um envelope branco — um cartão e um cheque. Meu presente para meu filho, Diego.
Caminhei em direção à entrada, onde os funcionários conferiam os nomes. Eu não tinha convite, mas era o pai do noivo. Achei que isso bastaria.
Antes de chegar à recepção, vi Diego saindo. Ele parecia elegante, confiante… pronto para o dia mais importante de sua vida.
Até que me viu.
Seu sorriso desapareceu instantaneamente.
“Pai”, disse ele baixinho, me puxando para o lado. “O que você está fazendo aqui?”
A pergunta me deixou atônito.
“Como assim? É o seu casamento. Eu sou seu pai.”
Ele desviou o olhar.
“Pai… eu não te convidei.”
As palavras me atingiram como um soco.
“Eu sou seu pai”, repeti, com a voz trêmula.
“Eu sei”, disse ele. “Mas Marta e eu decidimos que este casamento é só para a família. E… você não faz mais parte disso.”
Meu peito apertou.
“O que isso significa?”
Ele suspirou, visivelmente desconfortável.
“A família da Marta está pagando por quase tudo. Eles não querem você aqui.”
Lembrei-o de tudo o que eu havia feito — sua educação, seu apartamento, o dinheiro que lhe emprestei para abrir seu negócio.
“Agradeço”, disse ele. “Mas isso foi antes. Agora temos uma vida diferente. Você não se encaixa nela.”
“Você não se encaixa.”
As palavras ecoaram na minha mente.
Olhei para ele — e vi flashes do menino que criei sozinho. A criança que chorava em meus braços. O adolescente que um dia me disse que eu era o melhor pai do mundo.