O magnata viu sua ex-namorada no avião… e o irmão dela, três filhos gêmeos idênticos. Naquele instante, ele congelou, completamente perplexo…

Numa manhã de domingo, numa casa de férias em Valle de Bravo — a mesma região onde se tinham visto pela última vez antes da separação — Alejandro convidou Valeria e os filhos para passarem o fim de semana.

Os trigêmeos corriam pelo jardim a perseguir bolhas de sabão de uma máquina desajeitada que Alejandro comprara, mas que não sabia bem como usar.

Valéria riu enquanto o observava a lutar com o aparelho.

“O grande magnata que conquistou os mercados internacionais… derrotado por uma máquina de bolhas de sabão.”

Alejandro olhou para ela, sorrindo.

“Há batalhas mais importantes.”

Ela baixou o olhar, envergonhada pela força com que aquela simples frase a atingira.

Mais tarde, quando o sol começava a pôr-se e as crianças estavam dentro de casa a pintar, Alejandro pediu a Valeria que o acompanhasse até ao cais.

O lago estava calmo.

O ar cheirava a pinheiros húmidos.

Por um instante, pareceram duas versões mais cansadas, mais feridas, mas também mais genuínas dos jovens que um dia prometeram amor eterno um ao outro.

“Pensei muito em tudo o que perdemos”, disse ele.

Valéria não respondeu.

“E também no que ainda podemos construir.”

Ela sentiu o coração disparar.

Alejandro tirou algo do bolso interno do paletó.

Não era um anel.

Era um pedaço de papel dobrado, velho e gasto pelo tempo.

A carta.

A carta que ele lhe deixara sete anos atrás.

“Guardei-a todos esses anos”, disse ele. “Mesmo odiando-o. Mesmo querendo rasgá-la. Mesmo que ela me destruísse.”

Valéria sentiu lágrimas brotarem de repente.

“Alexander…”

“Não trouxe isto para exigir nada. Trouxe para dizer que não quero mais viver com este adeus como o fim da nossa história.”

Ele rasgou a carta em duas.

Depois em quatro.

E jogou os pedaços na água.

Valéria permaneceu imóvel.

Não por causa do gesto.

Mas porque ela entendeu o que ele significava.

Ele não estava pedindo explicações.

Ele estava oferecendo a ela a chance de começar a brincar.

“Não posso prometer que não terei medo”, disse ela finalmente. “Tenho medo de te perder de novo. Tenho medo de que isso seja lindo demais e que a vida decida nos tirar isso.”

Alexander se aproximou.

“Eu também tenho medo. Mas prefiro ter medo de você do que ficar vazio sem você.”

Valéria riu em meio às lágrimas.

E então, pela primeira vez em anos, ele a beijou.

Não foi um beijo impulsivo.

Foi um beijo retribuído.

Lar.

Perdão.

De tudo que sobreviveu sob as ruínas.

Mas a reviravolta mais inesperada ainda estava por vir.

Naquela mesma noite, enquanto as crianças jantavam, Santiago entrou na sala com uma caixa de madeira que encontrara num armário do escritório.

“Papai…”, disse ele casualmente, como se sempre o chamasse assim, “Isso é seu?”

O mundo parou.

Pai.

Alejandro sentiu algo dentro de si se quebrar e se curar ao mesmo tempo.

Valéria levou a mão à boca.

Mateo e Emiliano olharam para ele surpresos e, como se uma peça que faltava tivesse se encaixado de repente, repetiram quase simultaneamente:

“Você é nosso pai?”

Alejandro não conseguia falar. Ajoelhou-se diante deles, com os olhos cheios de emoção.

“Sim”, sussurrou. “Sim, meus amores. Sim, sou eu.”

Os três pularam em cima dele ao mesmo tempo, abraçando-o com aquela força caótica e descontrolada que só as crianças possuem.

Leia mais na próxima página.

Próxima''O'' »
Próxima''O'' »

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *