ANÚNCIO Então—
Bang!
A porta do armário explodiu para dentro.
Estilhaços de madeira atravessaram ternos caros.
Marcus ergueu a pistola.
Seu sorriso desapareceu.
“…Tio.”
Por uma eternidade…
Ninguém se mexeu.
Marcus olhou de Vincent…
Para Elena…
Através da arma na mão de Vincent.
Então tudo explodiu.
Tiros estilhaçaram espelhos.
Vidros explodiram no quarto.
Vincent empurrou Elena para trás de si enquanto as balas rasgavam os paletós pendurados.
Marcus mergulhou atrás da cama.
Dois homens armados avançaram.
Vincent atirou duas vezes.
Anos de instinto nunca se apagaram.
Ambos os homens caíram antes de chegarem ao armário.
Marcus reagiu.
A bala roçou o ombro de Vincent.
Elena o puxou em direção à parede escondida atrás dos ternos.
“Aqui!”
Ela pressionou um pequeno gancho de latão.
Clique.
Uma parte da parede se abriu.
Vincent espiou por baixo.
“Um túnel?”
Ela assentiu.
“Encontrei durante a reforma.”
“Você nunca contou para ninguém?”
“Eu esperava nunca precisar dele.”
Eles desapareceram na escuridão no exato momento em que outra rajada de balas atravessou o armário.
Marcus gritou atrás deles.
“Tranquem todas as saídas!”
“Eles não podem sair vivos desta casa!”
O túnel cheirava a concreto úmido e história esquecida.
Luzes de emergência piscavam acima.
Vincent caminhava rapidamente, apesar do sangue que encharcava sua manga.
Elena permaneceu ao seu lado.
“Você construiu isso?”
“Meu avô.”
“Por causa da guerra.”
“Ninguém vivo deveria saber que ele existe.”
Ele olhou em volta.
“Marcus não.”
A expressão de Vincent escureceu.
“O que significa que ainda temos a vantagem.”
Passos distantes se aproximavam por trás deles.
“Eles estão nos seguindo.”
“Encontraram outra entrada.”
Vincent assentiu.
“Sempre encontram.”
O túnel se bifurcava.
O ramal da esquerda levava ao rio.
Bem em frente à antiga adega.
Elena agarrou seu braço.
“Rio.”
Vincent não se moveu.
“Não.”
“Eles esperam que a gente fuja.”
Em vez disso…
Ele sorriu.
Um sorriso tão frio que Elena quase não o reconheceu.
“Eles passaram meses planejando como matar Vincent Torino.”
“Esqueceram-se de uma coisa.”
“O quê?”
“Eles ainda estão dentro da minha casa.”
Parte 3 – Conclusão
Marcus entrou na sala de controle subterrânea sob a mansão.
Estava vazia.
“Nenhum sinal deles.”
Ele socou um armário de aço.
“Eles não podiam simplesmente desaparecer.”
Um dos atiradores sobreviventes parecia nervoso.
“E se eles escaparem?”
Marcus balançou a cabeça.
“Não.”
“As saídas estão bloqueadas.”
“Eles estão presos.”
Uma voz ecoou pelos alto-falantes.
“Não.”
Marcus congelou.
Vincent.
Calma.
Claro.
De repente, todos os monitores se iluminaram.
Marcus olhou.
Todas as câmeras escondidas na mansão estavam ativas novamente.