Que eu financiei a maior parte do apartamento.
Que eu paguei a hipoteca.
Que eu mantive o negócio dele à tona durante os piores momentos.
Daniel congelou.
“Isso é impossível.”
“Está documentado”, respondeu Arturo.
A ilusão se desfez.
Fernanda entrou em pânico. Patricia empalideceu. A confiança de Daniel evaporou.
Por três anos, eu não só os aturei, como também os sustentei.
Em silêncio.
Sem reconhecimento.
Sem humilhação.
Porque eu o amava.
Porque eu acreditava nele.
Porque eu pensava que amor significava resistência.
Que irônico.
Eu os sustentei por tanto tempo que eles acreditaram que poderiam se sustentar sozinhos.
Daniel sussurrou:
“Isso foi apoio. Você não pode usá-lo assim.”
Finalmente, consegui olhar nos olhos dele.
“Como usá-lo? Com sinceridade?” Em seguida, mais documentos foram apresentados.
Minha posição real.
Minha empresa.
Meu papel.
Silêncio.
Não por dinheiro.
Por compreensão.
Eu nunca precisei deles.
Daniel parecia devastado.
Por que você não me contou?
“Sim, eu contei. Você simplesmente nunca me ouviu.”
A voz de Patricia tremia.
“Por que você permitiu isso?”
Fiz uma pausa.
“Porque eu amava seu filho. Porque eu acreditava que mudaria. Porque eu achava que ser discreta era digno, não uma negação. E porque você é muito habilidoso em fazer uma mulher se sentir mal por se defender.”
Ninguém tinha uma resposta.
A audiência continuou.
Daniel rapidamente propôs um acordo.