Certa vez, meu pai me chamou de lado. “Está tudo bem para você, não é?”
Parei e assenti. “Se você está feliz, é isso que importa.”
Seus ombros relaxaram visivelmente, como se ele tivesse acabado de ser absolvido de algo que ainda não entendia.
O convite de casamento chegou seis semanas depois. Uma cerimônia íntima. Apenas os familiares mais próximos compareceram. Encarei-o por um longo tempo. O nome da minha mãe não estava em lugar nenhum: nenhuma menção, nenhum reconhecimento do pouco tempo que havia passado.
Apesar disso, fui.
Disse a mim mesma que era o que mulheres adultas deveriam fazer. O que eu deveria fazer com amor. O que uma filha deveria fazer. No dia do casamento, cercada por sorrisos, champanhe e música suave, repeti a mesma mentira para mim mesma.
Isso é só dor. Apenas duas pessoas quebradas encontrando consolo.
Então Robert chegou atrasado, com o olhar distante e o paletó meio vestido. Ele segurou meu braço.
Claire, precisamos conversar. Agora.
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