Reproduzi o áudio.
A voz dela ecoou pela sala do diabolo:
“Eu não aguentava mais aquela mulher gorda e chata.”
A mãe dela empalideceu.
Sapatiago pareceu conseguir respirar.
Mas eu ainda não tinha terminado.
Mostrei as fotos para elas.
Hotéis.
Abraços.
Beijos.
Carolina.
Minha sogra começou a gritar.
“É uma armadilha!”
Olhei para ela calmamente.
“Não.”
“Esta é a verdade.”
Divórcio
Duas semanas depois, dei entrada no processo.
Divórcio por infidelidade, abuso financeiro ou tentativa de fraude.
O julgamento foi breve.
Porque Sapatiago tinha outro homem.
Sem provas.
Sem dinheiro.
Sem pensão alimentícia.
Os pais dela tiveram que sair do Mapisio.
Os roteiros provaram algo muito simples. A casa ainda era minha.
Lembro-me do dia em que eles partiram.
A mãe dele gritava.
O pai carregava carteiras de cigarro.
Santiago nem olhou para mim.
Antes de entrar no táxi, ele disse algo:
“Você vai se arrepender disso.”
Olhei para ele calmamente.
“Não.”
“Estou me libertando.”
A Nova Vida
Três meses depois, o maosiop parecia um lar novamente.
Silêncio.
Luz.
Paz.
Vendi dois dos meus negócios paralelos.
Comecei novos projetos.
Viajei.
Trabalhei.
Vivi.
E mais tarde, enquanto eu revisava os planos no meu escritório, Artro entrou com um sorriso.
“Tenho novidades.”
“Boas ou ruins?”
“Depende de quem você pergunta.”
Santiago havia tentado abrir o próprio negócio. Mas ninguém queria se associar a ele.
Sua reputação estava arruinada.
Carolina também o largou.
Quando o rap acaba, o rap do amor acaba.
Senti-me satisfeito.
Ao contrário do Ooly iop.
O verdadeiro eodiog.
Um ano depois, organizamos a consolidação do nosso maior projeto.
Um enorme complexo residencial na Cidade do México.
Durante o evento, alguém me perguntou:
“Qual foi o momento mais difícil da sua vida?”
Pensei nesta noite.
Ouvi o murmúrio atrás da porta.
Sou uma traição.
Mas também a decisão que tomei depois.
Sorri.
“O dia em que descobri quem não merecia estar na minha vida.”
“E o melhor oope?”
Levantei meu copo.
“O dia em que me expulsaram.”
As pessoas riram.
A música começou.
E enquanto contemplava as luzes da cidade, entendi algo.
Eles pensaram que podiam tirar tudo de mim.
Mas nunca entenderam.
Eles não eram donos da minha casa.
Nem da minha empresa.
Nunca na minha vida.
Porque o verdadeiro poder não está no dinheiro.
Está em saber exatamente quando começar o espetáculo… e quando fechar as cortinas.
E naquela noite, enquanto a cidade cintilava no céu, eu soube que a história havia terminado.
Não com uma pessoa vingativa.
Mas com algo muito melhor.
Liberdade.