“Meu marido e os pais dele moravam na minha casa em Lomas de Chapultepec, vivendo da renda dos meus negócios, e agora estão planejando me arruinar… Eles não sabem com quem estão se metendo.” Voltei da minha viagem de negócios a Monterrey exausta. Tudo o que eu queria era dormir. À meia-noite, desci até a cozinha para beber um copo d’água. Ao passar pelo quarto dos meus sogros, ouvi um sussurro que me gelou até os ossos. Um arrepio percorreu meu corpo. Se eu não tivesse ouvido deles, jamais acreditaria. Meu marido, Santiago. O homem que jurou me amar. E os pais dele, que eu trouxe da aldeia deles para que não lhes faltasse nada. Meu coração afundou num abismo de amargura. Sou casada com Santiago há cinco anos. Entreguei-me de corpo e alma a essa família. No fim, eles eram apenas parasitas tentando se livrar de mim. Eu não conseguia nem beber a água. Voltei para o meu quarto, com as pernas pesadas como chumbo. Ouvi o motor do carro dele na entrada da garagem. Santiago já estava lá. Virei-me para a parede e fechei os olhos. Fingi estar dormindo. Sentia o olhar dele na minha nuca. “Quer entrar na brincadeira?” “Tudo bem. Vamos ver quem é o melhor ator neste inferno.” “Você mora na minha casa. Vive às minhas custas. Dirige os carros da minha construtora. E pretende me expulsar sem um centavo?” “Pobres tolos.” Naquela mesma noite, segui-o até o escritório dele. O lugar onde ele supostamente “trabalhava” até altas horas da madrugada. Ouvi a voz dele através da porta, enjoativa e repulsiva: “Querida, não aguento mais essa mulher gorda e chata.” “Não se preocupe, assim que eu assinar a transferência da construtora, vamos expulsá-la.” “Ela não desconfia de nada, é tão burra quanto o pai dela.” Quase vomitei. Mas não vou chorar. Na Cidade do México, quem não trapaceia não vence, e eles se meteram em encrenca com o senhorio. Vou expulsá-los daqui sem nada além da roupa do corpo. Não vão ter dinheiro nem para a passagem de ônibus de volta para a aldeia deles. Que o espetáculo comece!

Reproduzi o áudio.

A voz dela ecoou pela sala do diabolo:

“Eu não aguentava mais aquela mulher gorda e chata.”

A mãe dela empalideceu.

Sapatiago pareceu conseguir respirar.

Mas eu ainda não tinha terminado.

Mostrei as fotos para elas.

Hotéis.

Abraços.

Beijos.

Carolina.

Minha sogra começou a gritar.

“É uma armadilha!”

Olhei para ela calmamente.

“Não.”

“Esta é a verdade.”

Divórcio

Duas semanas depois, dei entrada no processo.

Divórcio por infidelidade, abuso financeiro ou tentativa de fraude.

O julgamento foi breve.

Porque Sapatiago tinha outro homem.

Sem provas.

Sem dinheiro.

Sem pensão alimentícia.

Os pais dela tiveram que sair do Mapisio.

Os roteiros provaram algo muito simples. A casa ainda era minha.

Lembro-me do dia em que eles partiram.

A mãe dele gritava.

O pai carregava carteiras de cigarro.

Santiago nem olhou para mim.

Antes de entrar no táxi, ele disse algo:

“Você vai se arrepender disso.”

Olhei para ele calmamente.

“Não.”

“Estou me libertando.”

A Nova Vida

Três meses depois, o maosiop parecia um lar novamente.

Silêncio.

Luz.

Paz.

Vendi dois dos meus negócios paralelos.

Comecei novos projetos.

Viajei.

Trabalhei.

Vivi.

E mais tarde, enquanto eu revisava os planos no meu escritório, Artro entrou com um sorriso.

“Tenho novidades.”

“Boas ou ruins?”

“Depende de quem você pergunta.”

Santiago havia tentado abrir o próprio negócio. Mas ninguém queria se associar a ele.

Sua reputação estava arruinada.

Carolina também o largou.

Quando o rap acaba, o rap do amor acaba.

Senti-me satisfeito.

Ao contrário do Ooly iop.

O verdadeiro eodiog.

Um ano depois, organizamos a consolidação do nosso maior projeto.

Um enorme complexo residencial na Cidade do México.

Durante o evento, alguém me perguntou:

“Qual foi o momento mais difícil da sua vida?”

Pensei nesta noite.

Ouvi o murmúrio atrás da porta.

Sou uma traição.

Mas também a decisão que tomei depois.

Sorri.

“O dia em que descobri quem não merecia estar na minha vida.”

“E o melhor oope?”

Levantei meu copo.

“O dia em que me expulsaram.”

As pessoas riram.

A música começou.

E enquanto contemplava as luzes da cidade, entendi algo.

Eles pensaram que podiam tirar tudo de mim.

Mas nunca entenderam.

Eles não eram donos da minha casa.

Nem da minha empresa.

Nunca na minha vida.

Porque o verdadeiro poder não está no dinheiro.

Está em saber exatamente quando começar o espetáculo… e quando fechar as cortinas.

E naquela noite, enquanto a cidade cintilava no céu, eu soube que a história havia terminado.

Não com uma pessoa vingativa.

Mas com algo muito melhor.

Liberdade.

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