Durante três dias, Ethan trabalhou no projeto. Depois da escola, largou a mochila e trabalhou até escurecer.
Medindo. Cortando. Ajustando ângulos. Lixando. Eu o ajudava no que podia — segurando as tábuas, passando as ferramentas para ele — mas ele coordenava tudo.
Na terceira noite, suas mãos estavam cobertas de pequenos cortes. Mas quando ele deu um passo para trás e olhou para a rampa pronta, sorriu.
“Não está perfeita, mas serve.”
Eu sorri de volta, orgulhosa.
Nós a carregamos juntos até o outro lado da rua.
Renee saiu, confusa a princípio, e parou ao perceber o que estávamos fazendo.
“Você… você construiu isso?”, perguntou ela.
Ethan assentiu, de repente tímido.
Nós a instalamos juntos.
Então Renee se virou para Caleb. “Quer experimentar?”
Caleb hesitou, depois avançou lentamente. Suas rodas tocaram a rampa e, então, ele desceu pela primeira vez sozinho até a calçada.
A expressão no rosto dele… Nunca vou esquecer. Não era só felicidade. Era pura alegria.
Mesmo já sendo noite, os vizinhos e as crianças ainda estavam lá fora. Em poucos minutos, as crianças da vizinhança se reuniram em volta do Caleb. Uma delas perguntou se ele queria apostar uma corrida.
Caleb riu e entrou na brincadeira, finalmente se sentindo parte da diversão.
Ethan estava ao meu lado, observando. Silencioso, mas orgulhoso.
Na manhã seguinte, acordei com gritos.
Saí correndo descalça e paralisei.
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