Sebastián parou e se virou, irritado.
Elena ergueu o olhar, com lágrimas nos olhos.
E o viu.
Alto. De terno preto. Impecável. Ainda assim, de um jeito estranho, quase perigoso. Ele não gritava. Não ameaçava. Mas carregava a violência controlada de alguém que não tem nada a provar.
“E quem diabos é você?”, cuspiu Sebastián.
Emiliano não respondeu imediatamente. Olhou primeiro para a mão de Sebastián fechada em torno do pulso de Elena. Depois para os olhos dele.
“Eu lhe dei uma instrução simples.”
Sebastián soltou uma risada incrédula.
“Esta é uma conversa particular. Saia.”
“Ex-esposa”, corrigiu Emiliano, sem emoção. “E não parece uma conversa.”
“Você tem ideia de quem eu sou? Sou Sebastián Alcázar. Se você me tocar, eu a destruirei.”
Emiliano deu um único passo.
“Seu sobrenome não me impressiona.”
“Ela é minha esposa”, rosnou Sebastian, puxando Elena para mais perto.
Ela soltou um gemido abafado.
E foi isso.
Sebastian não viu Emiliano se mexer. Ele apenas sentiu uma mão enorme fechar em volta de sua garganta e, num instante, seus pés deixaram o chão.