A segurança chegou antes que Dominic pudesse falar.
Meu advogado também.
Simone Grant entrou na sala vestindo um terno cinza-escuro, carregando uma pasta de couro e com a expressão de uma mulher que já havia vencido três discussões antes do café da manhã.
Ela olhou para o smoking de Dominic, depois para o vestido de noiva de Celeste e, em seguida, para o bebê em meus braços.
“Bem”, disse Simone. “Esta é certamente uma maneira de terminar uma recepção.”
Dominic deixou escapar: “Isto é privado.”
“Não”, respondeu Simone. “Isto está documentado.”
Ela ergueu o celular.
Os olhos de Dominic se voltaram para a tela.
Gravando.
Ele se virou para mim. “Evelyn, você está cometendo um erro.”
“Não”, eu disse. “Meu erro foi pensar que amar você significava protegê-lo das consequências.”
As mãos de Celeste tremiam contra a saia.
“Que consequências?”, perguntou ela.
Dominic a ignorou.
Mais uma vez. Foi a primeira vez que quase senti pena dela.
Não porque ela não tivesse ajudado a destruir meu casamento.
Ela ajudou.
Mas porque eu estava começando a entender que ela também não tinha sido escolhida por amor.
Ela tinha sido escolhida por causa do financiamento.
Simone colocou um pacote com o selo do tribunal na mesa de cabeceira.
“Sr. Vale, o senhor foi notificado.”
Dominic olhou fixamente para o pacote.
“O que é isso?”
“Ordem de Emergência”, disse Simone. “Preservação de bens conjugais, ordem de proteção temporária por coação financeira, petição para reabrir o acordo de divórcio e notificação de evidência de fraude apresentada ao conselho de fusões.”
Celeste sussurrou: “Conselho de fusões?”
Simone olhou para ela.
“O conselho de fusões do seu pai.”
O rosto de Celeste empalideceu.
Dominic pegou o pacote e folheou as páginas.
“Isso é uma loucura.”
“Não”, disse Simone. “Insane estava tentando fechar uma fusão de hotéis de 200 milhões de dólares enquanto escondia um divórcio litigioso, um recém-nascido dependente, dívidas médicas não pagas e pagamentos falsificados a fornecedores.”
Ela ergueu o olhar bruscamente.
“Você não tem provas.”
Aconcheguei minha filha delicadamente contra o meu ombro.
“Dominic”, eu disse baixinho, “você me ensinou uma coisa muito bem.”
Ela estreitou os olhos.
“O quê?”
“Nunca confie em um homem que diz: ‘Não leia essa parte’.”
Simone abriu a pasta.
Dentro dela havia cópias de faturas, e-mails, comprovantes de transferência bancária e atas de reuniões do conselho.
Uma a uma, ela as colocou sobre a mesa.
Celeste se aproximou contra a sua vontade.
O primeiro documento mostrava que os custos da reforma haviam sido inflacionados em 4 milhões de dólares.