O envelope estava cheio.
Abri-o lentamente.
E no momento em que vi o que havia dentro…
…minhas pernas quase cederam.
O envelope estava cheio de dinheiro.
Notas cuidadosamente dobradas, organizadas em pequenos maços, presos com elásticos velhos.
Fiquei parada no meio da rua, sem conseguir respirar por alguns segundos.
Olhei em volta, como se alguém fosse aparecer e dizer que tudo aquilo era um engano.
Mas a rua continuava silenciosa.
Um carro passava lentamente ao longe.
O cachorro ainda dormia debaixo da árvore.
A música ao longe ainda tocava.
Tudo parecia normal.
Exceto pelo que eu segurava nas mãos.
Com os dedos trêmulos, tirei um dos maços.
Havia muito dinheiro.
Muito mais do que eu esperava.