Todos estavam rindo… até a garota falar. Ela não deveria estar ali. Lugar errado. Pessoas erradas. Mas, de alguma forma… ela entrou como se pertencesse àquele lugar.

Pequeno e frágil contra firme e resistente.

E naquele simples toque…

algo há muito perdido ressurgiu.

Ao redor deles, a sala começou a respirar lentamente novamente.

Alguém expirou.

Alguém se remexeu na cadeira.

Mas ninguém falou.

Porque todos entenderam, de alguma forma silenciosa, que acabavam de presenciar algo inexplicável.

Os lustres de cristal continuaram a brilhar.

A música, hesitante a princípio, recomeçou.

A elegância da noite permanecia intacta na superfície.

Mas por baixo dela…

tudo havia mudado.

Porque naquela sala perfeita,

onde nada deveria dar errado,

a verdade entrou sem ser convidada…

e se recusou a sair.

E pela primeira vez em anos,

Daniel Whitaker não estava cercado de pessoas.

Ele não estava atuando.

Ele não estava fingindo.

Ela estava simplesmente parada ali,

segurando a mão de alguém que viera devolver algo que ela nem sequer percebera ter perdido.

Um pedaço do seu passado.

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