E foi nesse momento que um homem rico apareceu em suas vidas. Parecia ter uns quarenta anos. Usava um terno caro, dirigia um carro caro e tinha o olhar penetrante de um homem acostumado a ser aceito.
Ele chegou à casa dela e disse calmamente, quase indiferentemente:
“Vou ajudar seu pai a sair da prisão mais cedo. Vou pagar as dívidas dele. Sua família nunca mais vai precisar de nada. Case comigo e me dê um filho. De qualquer forma, vou morrer daqui a um ano.”
Ele falava como se estivesse falando de comprar um terreno.
A moça permaneceu em silêncio. Olhou para o rosto dele, para a sua autoconfiança, e de repente sentiu pena dele. Quarenta anos. Rico. E ainda sozinho. Ele repetiu que os médicos lhe deram, no máximo, um ano de vida.
A moça concordou. Não pelo dinheiro, disse a si mesma. Ele morreria em um ano de qualquer forma. E seu pai seria libertado da prisão, e sua mãe receberia tratamento. O que ela tinha a perder?
O casamento foi rápido e discreto. Mas na noite de núpcias, algo aconteceu com a moça que a deixou completamente horrorizada, e na manhã seguinte ela fugiu de casa. 😨😲
Quando o marido adormeceu, a moça não conseguiu dormir. A casa parecia estranha e fria. Ela se levantou para caminhar pelo corredor e, por acaso, viu uma luz acesa no escritório. A porta estava entreaberta.
Havia papéis sobre a mesa.
Ela não tinha intenção de ler documentos de outra pessoa. Mas seu olhar se deteve em palavras familiares. Data. Assinatura. Carimbo da clínica.
Ela se aproximou lentamente.
Era um relatório médico. De alguns meses atrás. Em preto e branco: saúde satisfatória. Prognóstico favorável. Nem uma palavra sobre doença terminal.
Perto dela, havia outro documento: um contrato com um advogado. Caso nascesse um filho, todos os bens passariam para o herdeiro. Se não houvesse filhos, o casamento seria anulado em um ano, deixando-a sem nada.
Como se descobriu mais tarde, um parente rico havia falecido e deixado para ela todos os seus bens, mas com uma condição: ela tinha que ser pai dentro de um ano.
Eles a usaram, mentiram para ela, exploraram sua piedade e depois a jogaram na rua como um objeto indesejado.