Acredite em mim, ela está pronta. Dois anos de luto. Ela dirá sim a qualquer um que seja gentil com Sophie.
Em algum lugar no fundo da sala, uma prima riu e depois se calou. Uma mulher perto da mesa principal engasgou.
Evan deu um passo à frente, com uma das mãos erguida.
“Querida, seja lá o que você acha que ouviu…”
“Eu sei sobre o testamento”, eu disse ao microfone. “Eu sei que você deu entrada nos papéis há três semanas, Peter. Eu sei o que minha filha ouviu na sala de estar há uma hora.”
“Você está confusa”, Evan tentou novamente.
Eu o interrompi com uma única frase.
“Minha filha sabia seu nome. Ela nunca te chamou de pai. Ela sabia disso antes de mim.”
Eu não tinha mais nada a dizer.
“Este casamento será contestado imediatamente. Lena já entregou as provas a um colega advogado especializado em direito de família, e estamos processando a anulação. Peter, você nunca mais se sentará à minha mesa.”
Desci da mesa. Não olhei para trás.
Semanas depois, em um apartamento mais silencioso, com o testamento novamente selado sob novos curadores, Sophie estava sentada no balcão da cozinha comendo cereal. Sem véu. Sem aliança.
“Você foi a pessoa mais corajosa em todo aquele salão de baile, querida.”
Ela deu de ombros.
“Mãe, posso tomar mais leite?”
Eu ri. Pela primeira vez em meses, ri de verdade.
A voz mais fraca da sala tinha sido a única genuína durante todo esse tempo.