Ele chegou em casa às 22h45 e viu sua esposa, grávida de oito meses, lavando a louça enquanto sua família zombava dele… mas o que ele encontrou no lixo mudou tudo.

Diego não respondeu.

Caminhou em direção à cozinha.

Cada passo parecia mais pesado.

Ao chegar, parou abruptamente.

Lucía estava descalça em frente à pia.

Sua enorme barriga pressionava a bancada.

Uma das mãos estava atrás das costas e com a outra esfregava uma panela queimada.

Sua blusa de gestante estava molhada.

Seus olhos estavam vermelhos.

Seu rosto estava pálido.

Suas pernas tremiam.

Ao vê-lo, tentou sorrir.

“Querido… você finalmente chegou. Me dê cinco minutos e eu esquento o jantar para você.”

Sua voz falhou.

Diego fechou a torneira e tirou a esponja da mão dela.

“Chega, Lucía. Você não vai lavar mais louça.”

Ela estava assustada.

“Por favor, não fique brava. Sua mãe vai ficar ainda mais brava.”

Diego sentiu o peito se encher de raiva. — Mais? Há quanto tempo te tratam assim?

Lucía baixou o olhar.

Uma lágrima caiu diretamente sobre sua barriga.

— Faz três meses. Dizem que sou uma aproveitadora. Que você se mata de trabalhar enquanto eu finjo estar doente.

Diego cerrou os punhos.

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Lucía se curvou de dor.

Ela agarrou a barriga com as duas mãos e soltou um gemido agudo.

— Dói… Diego, dói muito.

Ele a pegou imediatamente no colo e a levou para o quarto.

Ligou para o médico.

A resposta o deixou gelado.

— Com oito meses de gestação, esse nível de esforço e estresse pode causar uma emergência. Fique de olho nela. Se houver sangramento, traga-a imediatamente.

Diego desceu as escadas, ofegante.

Na sala de estar, sua família ainda ria.

Ele caminhou até a televisão e arrancou o cabo.

Tudo ficou em silêncio.

“O que há de errado com você?”, gritou Sofia. “Eu estava assistindo ao meu programa!”

Diego olhou para eles um por um.

“Vocês vão me dizer agora mesmo o que fizeram com a minha esposa.”

E assim que Dona Carmen abriu a boca para se fazer de vítima, Diego viu algo na lata de lixo da cozinha que lhe gelou o sangue, pois era impossível acreditar no que estava prestes a acontecer.

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