Levou seis meses para finalizar a adoção. Seis meses de visitas domiciliares, verificação de antecedentes, aulas de parentalidade e Miranda me perguntando todos os dias se eu também a abandonaria.
“Eu não vou a lugar nenhum, querida”, prometi a ela. “Você vai ficar comigo.”
Uma mulher carregando uma criança pequena | Fonte: Freepik
Ela tinha seis anos quando o juiz assinou os papéis. Naquela noite, sentei-me com ela e expliquei tudo da maneira mais simples possível.
“Você sabe que eu não sou sua mãe biológica, né?”
Ela assentiu, brincando com a ponta do cobertor.
“Mas agora eu sou sua mãe. Legalmente. Oficialmente. Isso significa que vou cuidar de você para sempre, se estiver tudo bem para você.”
Ela me olhou com os olhos de Lila. “Para sempre?”
“Para sempre.”
Ela se jogou nos meus braços. “Então posso te chamar de ‘Mãe’?”
“Sim!” Peguei-a no colo e chorei.