Era uma noite quente de sexta-feira quando meu marido, Daniel, e eu chegamos para a festa pré-casamento da minha irmã, Emily. O loft no centro da cidade havia sido alugado para a ocasião e decorado com iluminação suave, flores brancas e torres de champanhe, refletindo a animação dos convidados. Emily estava radiante de felicidade havia semanas — rindo muito mais e me ligando tarde da noite para falar sobre vestidos, arranjos de mesas e seu “futuro perfeito”.
Mas assim que Daniel entrou, tudo mudou.
Sua mão apertou a minha. Senti antes de ver. Seu rosto empalideceu tão rapidamente que me assustou. Ele parou, com o olhar fixo em alguém do outro lado do salão.
“Daniel?”, sussurrei. “O que foi?”
Ele engoliu em seco. “Temos que ir. Agora.”
Antes que eu pudesse responder, ele me virou e me arrastou em direção à saída. As pessoas nos encaravam, perplexas, enquanto corríamos para fora. Meu coração estava acelerado — não de vergonha, mas de medo. Daniel não era de fazer drama. Ele estava calmo e sereno. O que quer que tivesse visto o havia abalado profundamente.
No carro, ele fechou a porta, ficou parado por um instante e massageou as têmporas. Suas mãos tremiam.
“Daniel”, eu disse com cautela, “você está me assustando.”
Ele olhou para mim, os olhos vermelhos, o maxilar tenso. “Você sabe quem é o marido da sua irmã?”