Meu filho desapareceu diante dos meus olhos no deserto do Arizona. Meu nome é Socorro, e por quinze anos o mundo me chamou de criminosa.
Disseram que eu era uma mulher perigosa, uma assassina capaz de tudo. Ninguém queria ouvir a verdade. Ninguém queria saber o que uma mãe pode fazer quando o inferno se abate sobre seu filho.
Tudo começou com uma carta.
Meu marido, Rogelio, partiu para o norte, prometendo nos buscar. Eu vivia em uma vila pobre, lavando roupas de outras pessoas até que o sabão e o frio rachassem meus dedos. Meu filho, Sergio, tinha seis anos. Ele era toda a minha vida, embora o mundo não soubesse que ele não havia nascido do meu ventre. Eu o adotei quando ele era apenas um menino solitário em um orfanato, e desde então, ele tem sido mais meu do que meu próprio sangue.
Quando a carta de Rogelio chegou, chorei de alegria.