A Pfizer e a BioNTech apresentaram resultados positivos de seu ensaio clínico com crianças entre 5 e 11 anos. A vacina contra a COVID-19 é “segura”, induz uma resposta imunológica “robusta” e é “bem tolerada”, segundo um comunicado à imprensa. Pessoas entre 12 e 17 anos podem receber a vacina contra a COVID-19 desde 15 de junho. Atualmente, 69% desse grupo etário já recebeu a primeira dose. Diante da disseminação da variante Delta, surge a questão: crianças menores de 12 anos devem ser vacinadas? Embora os benefícios da vacina contra a COVID-19 para crianças menores ainda estejam sendo debatidos, a Pfizer e a BioNTech acabaram de anunciar que sua vacina é segura para crianças entre 5 e 11 anos.
A Pfizer afirma que a vacina proporciona uma resposta imunológica robusta e é bem tolerada.
A Pfizer e a BioNTech anunciaram, em um comunicado à imprensa publicado em 20 de setembro, os resultados positivos de seu ensaio clínico realizado com 2.268 crianças entre 5 e 11 anos de idade. Os participantes receberam duas doses de 10 microgramas da vacina, com 21 dias de intervalo. Vale ressaltar que a dose para crianças com mais de 12 anos é de 30 microgramas.
Os resultados indicam que a vacina contra a COVID-19 é segura, pois gera uma resposta imune robusta e bem tolerada. De acordo com a Pfizer e a BioNTech, a resposta imune obtida é comparável à observada nos voluntários de 16 a 25 anos que compuseram o grupo de controle neste ensaio. O mesmo se aplica aos efeitos colaterais, que também foram comparáveis aos identificados no grupo de 16 a 25 anos.
Diante desses resultados promissores, a Pfizer e a BioNTech afirmaram estar “ansiosas para estender a proteção oferecida pela vacina a essa população mais jovem, sujeitas à obtenção da aprovação regulatória”, conforme enfatizado pelo presidente e CEO da Pfizer, Albert Bourla.
Portanto, as empresas indicaram que planejam submeter essas descobertas à Food and Drug Administration (FDA), à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a outros órgãos reguladores “o mais breve possível”. Elas também especificaram que esperam obter resultados em crianças menores de 5 anos “até o final do ano”.