As crianças do clã Harlow foram encontradas em 1992: o que aconteceu em seguida chocou o país.

Levantei o olhar e me voltei para a área de espera.

Ao meu redor, paredes de vidro, luzes fortes, nenhum lugar para me esconder.

Uma voz suave anunciou pelo alto-falante que o embarque para o meu voo estava prestes a começar.

O portão estava bem à minha frente e a fila de passageiros já estava formada.

Eu só precisaria dar alguns passos… e estaria a salvo.

Mas as mensagens de Luca eram como dois pregos me prendendo ao chão.

“Falência” e “Meu pai está vindo me buscar.”

Devia haver algo escondido de mim entre essas duas coisas.

Olhei para o posto de segurança.

Minhas pupilas se contraíram de repente.

Um grupo de homens de terno preto acabara de aparecer.

Caminhavam com passos firmes, seus olhares frios e penetrantes. Eram completamente diferentes dos outros passageiros.

E quem os liderava… era meu pai.

A expressão pacífica que ele costumava ter havia desaparecido.

Havia uma frieza cruel, como a de um falcão.

Seu olhar percorria a sala de espera como um radar.

Um arrepio frio percorreu meu corpo da cabeça aos pés.

Eles não vieram me “convidar”.

Eles vieram me “capturar”.

À minha frente estava a porta, movendo-se lentamente.

Atrás de mim, uma armadilha prestes a se fechar.

E eu estava presa no meio.

O que eu deveria fazer?

Parte 2:

O olhar do meu pai agora estava fixo em mim.

Imediatamente abaixei a cabeça, deixando meu cabelo cair sobre o rosto.

Meu coração batia forte no peito.

Se eu tivesse ido em direção à porta, eles teriam me impedido, sem dúvida.

Apertei meu celular com tanta força que minha palma estava encharcada de suor.

Os funcionários estavam saindo.

Mas… onde estava?

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