Casei-me com uma senhora idosa e solitária por causa do dinheiro dela e de um teto sobre a minha cabeça. Mas, depois do funeral, o advogado dela me entregou uma caixa e disse: “Ela me disse que era isso que você realmente queria”.
Quando me casei com Evelyn, eu tinha 25 anos, estava falido, afundado em dívidas e dormindo na minha caminhonete atrás de um supermercado.
Ela tinha 71 anos. Viúva. Falava com suavidade. Tinha uma casa aconchegante num bairro tranquilo.
E não, eu não me casei com ela porque a amava.
Eu dizia a mim mesmo que só estava tentando sobreviver. Ficar por perto alguns anos, fingir ser um marido fiel, herdar a casa algum dia e finalmente me libertar da vida que me aprisionava.