A segunda opção: deixá-lo sorrir até o altar… e então assistir ao seu mundo desmoronar diante de todos.
Escolhi a segunda opção.
Não por crueldade.
Por justiça.
Porque a vida corrige as crianças mimadas quando a mãe se cansa de fazê-lo pacientemente.
Tomei um gole de café calmamente, abri minha agenda de couro azul e disquei três números.
O primeiro era do meu advogado, Héctor Salgado, o mesmo advogado tributarista que passou quinze anos me escondendo meus bens.
Ele atendeu no segundo toque.
“Teresa, dez centavos.”
“Diego acabou de sacar dinheiro da minha conta corrente e ‘vendeu’ o apartamento em Puerto Vallarta usando a procuração que assinei no hospital.”
Houve um silêncio constrangedor.
“Quanto ele levou?”
“Não importa. Migalhas. O importante é que ele acha que esvaziou minha conta e assinou um contrato de compra e venda válido.” A voz de Hector mudou de tom.
“Não me diga que ele já recebeu o pagamento.”
“Foi o que ele disse. E amanhã ele vai se casar com aquela moça, Vanessa.”
“Então não ligue para ele. Não conte nada. Me mande uma foto da procuração, os extratos bancários e quaisquer mensagens. Em uma hora, terei a revogação, a ação cautelar e uma liminar para impedir qualquer registro relacionado àquela venda.”
Eu sorri.